sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Porque hoje faz anos que nasceu aquele que escreveu um dos meus poemas favoritos de sempre


Não te amo, quero-te: o amor vem da alma.
E eu na alma - tenho a calma,
A calma - do jazigo.
Ai! Não te amo, não.

Não te amo, quero-te: o amor é vida.
E a vida - nem sentida
A trago eu já, comigo.
Ai, não te amo, não!

Ai! não te amo, não; e só te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.


Almeida Garrett
Folhas Caídas, 1853 (excerto)

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